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ENTREVISTA: Os objetivos do Coletivo Força Tururu

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Sempre no blog procuramos entrevistar pessoas para debater sobre alguma temática de relevância social, também é prática fazermos uma auto entrevista, cujo objetivo é trazer mais elementos sobre o trabalho do Coletivo para construção de um mundo melhor. Neste sentido o entrevistado da vez é André Fidelis, 33 anos, pedagogo, educomunicador e integrante do Coletivo Força Tururu. Que vai abordar o trabalho que o CFT desenvolve a as nossas perspectivas. Coletivo Tururu: Para qual finalidade surgiu o Coletivo Força Tururu? André Fidelis: Sempre foi prática nossa nos inquietamos, tudo aquilo que nos incomodava, daí tô falando em sobre sofrimento social, era transformado em ação, ou seja, se tinha muito lixo na comunidade o que poderíamos fazer para que aquele lixo não existisse mais? Se há muita violência no bairro, como podemos agir para pôr fim à violência? Se estigmatizam a nossa comunidade, como podemos criar instrumentos para que isso diminua? Essa nossa inquietação fez...

COMUNICAR PARA MOBILIZAR!

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O Coletivo Força Tururu nasce a partir de uma necessidade: de mostrar os pontos de vida da comunidade que eram o tempo todo alvejada pela mídia como um local onde imperava o tráfico de drogas, homicídios, entre outro males.  Um dos estopins para seu surgimento foi a reportagem de um duplo homicídio alardeado pela mídia que ocorreu no bairro vizinho, mas a matéria falava que teria sido no Tururu, uma vez que falar o nome da comunidade gerava mais ibope, dava mais mídia.             Diante desse fato, jovens na época refletiram como poderiam contribuir para melhorar a imagem do Tururu de forma que criasse um contraponto com a Representação Social que a mídia criara da comunidade. A ideia inicial foi fazer um conjunto de oficinas formativas, só que esta ideia foi se ampliando na medida que a reflexão que o grupo fazia da importância de que esta formação fosse multiplicada, chegando ao alcance de mais pessoas foi então que se tev...

A ALEGRIA DA COMUNIDADE

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            As vezes é difícil entender as contradições que somos levados a decifrar nessa sociedade cheia de paradoxos e complicações impostas pelo dia a dia. Como pode um bairro dito nobre (não sabemos ao certo o que significa nobre, só estamos reproduzindo a palavra por ser a mais usada desde que nos ensinaram de pequeninos onde se viviam os ricos) se as pessoas pouco se relacionam nas calçadas e ruas à noite? Se trancam em seus apartamentos, fecham-se em suas grades e as conversas entre vizinhos na esquina são deixadas em terceiro plano. Na favela não tem hora pro povo estar na rua, estão a qualquer hora! De manhã, tarde... Verdade que ao sol do meio dia procuram se esconder, porque também é duro de aguentar a quentura de Pernambuco quando o sol bate no centro do céu. De noite?! Vixe! De noite é que tem gente mesmo, na madrugada, batucada, som, povo conversando, rindo contente, se divertindo no seu bairro, porque o bairro, a comunidade são das pe...

Existe Vida Além da Prisão? - Ação do Além das Grades -

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Renan Nascimento Araújo , estudante de Direito da UFPE, é o nosso entrevistado de hoje no blog. É servido público do Tribunal de Justiça e participa do Além das Grades , grupo constituído desde 2013 . Ele salienta que as opiniões individuais dele contidas nesta entrevista não necessariamente refletem a opinião de todos do grupo. O Além das Grades é um projeto de extensão da Faculdade de Direito da UFPE. É um grupo formado por estudantes e militantes principalmente da área do Direito que luta em prol dos Direitos Humanos no sistema carcerário, questionando o próprio sistema, promovendo assessoria jurídica e social para presos e presas.  Atualmente está atuando na Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima. Coletivo Tururu: Especificamente como o Além das Grades Trabalha? Poderia dar exemplos? Renan: Vamos quinzenalmente a Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima e ficamos em uma sala com computador atendendo as presas que são encaminhadas pela ONG REMA, até a gente. A O...

AQUELA OLHADA NO ESPELHO

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Comunicação para dar certo é algo que precisa ser revisto, o tempo todo, e novas estrategias devem ser criadas para serem adaptadas a realidade de cada lugar, de cada objetivo. E pensando nisso, a gente, do Coletivo Força Tururu, que trabalha com comunicação sempre está pensando em algo novo para dialogar diretamente com as pessoas, para ser fonte de reflexão social, quando nas ruas e becos de tantas comunidades ou aqui, no mundo virtual, que igualmente surte efeito gigantescos. Criamos algumas mídias virtuais para ser instrumento de divulgação e conscientização de ações que o Coletivo Força Tururu desenvolve para a redução da violência.  Aquela foto tirada, um vídeo denúncia elaborado, um fanzine distribuído, uma exposição fotográfica, um documentário para construção de uma discussão propositiva, um clipe de rap que traz contextos das favelas, e por aí vai. Tudo isso artiulado ao Facebook, Instagram e ao nosso blog, sem contar com aquele boca a boca, frente a frente, em t...

Os Vikings marginalizados

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A história, os fatos que serão relatados aqui pouco tem a ver com os Vikings da antiga região da Escandinávia que desbravaram os mares da Europa invadindo outros países e tornando-se piratas famosos.  Nem tão pouco se assemelha com a história do grande Viking Ragnar Lothbrok que conquistou a Bretanha no final do século VIII . Dizem que os Vikings já nascem para morrer, sem medo da morte, tendo a batalha e a conquista dos mares e terras seu principal objetivo de vida. E se viessem a morrer sabiam que, segundo a mitologia Nórdica, entrariam, ou seriam recebidos, no grande ´Salão dos Mortos´ de Valhala e que lá continuaram batalhando todos os dias ao lado dos deuses.         Os Vikings que este texto vos conta só se assemelham a estes da antiga Escandinávia, o fato de não terem medo da morte, foram quase que condenados a dor, atribuídos a estes seres que nascem para morrer a maior de todas as imperfeições humanas, o sofrimento, a existên...

NOTA DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA COMUNIDADE DO TURURU À IMPRENSA

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Paulista, 14 de Setembro de 2017 Os problemas referentes a Segurança Pública no estado, deixam a população em alerta e com sentimento de medo constante devido ao avanço no número de homicídios, assaltos e estupros e que causam sérios prejuízos dos diversos tipos às comunidades pobres da Região Metropolitana.  No Tururu não é diferente. Com muitas pessoas assustadas devido a isto e boatos que alardeiam na comunidade é normal o medo acabar prevalecendo sob o cidadão e a cidadã. Diante do posto, grupos organizados da Comunidade do Tururu, que tem o apoio e o reconhecimento de seus trabalhos e iniciativas pela população, resolveram se reunir nesta última quinta-feira, dia 15.09 e refletir como podem mobilizar as pessoas a contribuir por um bairro melhor, livre da violência e de boatos que potencializam esta violência. E desta reunião alguns encaminhamentos foram tirados, como, por exemplo: a Caminhada Grito Positivo , que ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 21.09, às...