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Intercâmbio do Coletivo Tururu no Rio de Janeiro: histórias para se multiplicar

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Não será fácil para mim escrever esse texto sobre o nosso intercâmbio no Rio de Janeiro, sem em alguns momentos, usar da subjetividade, elencando vários pontos que, na verdade, só quem entenderá sou eu e os amigos que participaram junto comigo desse momento. Já participei na minha vida de militante de outros intercâmbios que ajudaram na minha formação social e todo o aprendizado foi multiplicado nos espaços onde atuo como pedagogo, porém esse do Rio de Janeiro foi feito com uma intensidade particular, tendo em vista o processo de articulação que foi feito com parceiros que de pronto atenderam ao chamado e fizeram uma acolhida sensacional. A articulação com parceiros no Rio de Janeiro se deu, sobretudo pelas mídias sociais. Identificávamos possíveis coletivos que tem o trabalho semelhante ao do Coletivo Força Tururu e entrávamos em contato. Neste sentido vimos a possibilidade de dialogar com o pessoal do Maré Vive (do complexo de favelas da Maré), Papo Reto (do complexo de fave...

Formação em comunicação popular com adolescentes

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O primeiro curso de fotocomunicação desenvolvido pelo Coletivo Força Tururu para adolescentes e jovens foi em 2013.  Dessas formações sempre culminaram na elaboração de uma exposição de fotografia que é itinerante, passando por vários bairros e até mesmo fora do país. Neste ano de 2019 está sendo realizada uma formação em comunicação popular com 10 adolescentes, com o objetivo de, num processo de troca de experiências, construir estratégia a partir dos instrumentos que temos (câmeras de celular principalmente), com fotos e vídeos, para debater problemas centrais do bairro dando vez e voz aos moradores, levando e compartilhando a reflexão da pergunta: como a comunicação pode ecoar meu grito? As formações são subdivididas em quatro momentos, e, mais uma vez, como é de praxe nas metodologias usadas pelo Coletivo Força Tururu, sempre há uma relação entre teoria e prática, como o que está sendo discutido pode ser transformada em ação de rua e multiplicada para mais pe...

PESQUISAR PARA FOCAR NA INTERVENÇÃO

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No decorrer dos anos e conforme o acúmulo da caminhada apresentava as demandas, o Coletivo Força Tururu foi desenvolvendo suas ações. A partir de 2013 focada na campanha de enfrentamento ao genocídio da juventude negra, mas de forma geral, sem um direcionamento específico e desde 2017 mais focada em um objetivo, trilhado por indicadores e resultados concretos. Em 2017 surge a campanha “Eu não quero ser o próximo”, que abordava algumas linhas de ações que partia da ideia de dar voz aqueles que, por um processo histórico, nunca tiveram direito a falar: jovens em situação de marginalidade ou familiares de pessoas que foram exterminadas. Neste ano de 2019 nasce a campanha “Uma só vida”, que aborda as consequências da violência na vida das pessoas, quando são expostas à esta desde crianças. De que maneira repercutem isso? Quais as causas? Como está presente esse problema na sociedade? São algumas perguntas que precisam ser respondidas. Na campanha “Uma só vida”, viu-se ...

Vivência eu e a comunidade: um processo formativo de enfrentamento à violência

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Não há como iniciar um processo revolucionário sem formação de base, que seja transformadora e que interligue a teoria com a prática.   Refletindo sobre isso, observando que o avanço da violência se dá, sobretudo, pela falta da presença do Estado em suas formas variadas (saúde, educação e lazer) nos bairros, é que o Coletivo Força Tururu inicia uma vivência de 4 encontros com adultos, para empoderamento e fortalecimento das pessoas enquanto indivíduo e grupo. Serão quatro encontros, divididos em subtemas, que são: Momento do cuidar: Quando irá se fazer uma reflexão das nossas potencialidades individuais, enxergando onde nos encontramos em meio a sistemáticas situações de violência que estamos expostos desde que nascemos. Sensibilidade e Observação: Quando será identificado um problema central da comunidade e um debate em torno deste irá ocorrer. Enfrentamento às violências: Quando será organizada uma intervenção na comunidade pelo grupo que está refl...

INFORMATIVOS COMUNITÁRIOS: Uma participação Coletiva

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A organização e produção de materiais informativos que são construídos por coletivos e grupos que se articulam nas comunidades não é novidade para ninguém, é um instrumento de informação que deve ser organizado e estimulado para que, com isso, possa dar vez e voz à população que tem pouco espaço na agenda da mídia tradicional. A história do Coletivo Força Tururu com a produção de fanzines (uma publicação impressa independente. Quem produz pode expressar suas ideias e pensamentos sem restrições, podendo ser políticas, sociais, literárias, histórias em quadrinho, poesias, etc) é antiga. Desde sua organização inicial (2008) trabalha com essa vertente comunicativa e tem resultados significativos no que diz respeito às respostas que a comunidade dá. Atualmente o Coletivo Força Tururu produz bimestralmente o Fanzine chamado “Articula Tururu”, cujo nome já diz muito do que se pretende com ele: é um espaço aberto de denúncias, provocações, contribuições sociais e debate políti...

RESPOSTA DA PREFEITURA DO PAULISTA AOS PROBLEMAS DA UBS MARCELO DIAS (no Tururu)

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A partir de fevereiro deste ano, o Coletivo Força Tururu, o Projeto Minha Comunidade Melhor e a Casa Herbert de Souza estão em um processo de diálogo com a comunidade na perspectiva de garantir os atendimentos necessários dispostos na lei que estavam sendo negligenciados na UBS Marcelo Dias, que fica localizada na nossa comunidade, como: falta de profissionais, medicamentos e encaminhamentos para exames. Diante disso foram elaboradas uma sequência de atividades, que foram as seguintes: -        Promoveu-se uma reunião com representantes de grupos da comunidade no mês de fevereiro. Que é uma rede composta por pessoas, lideranças jovens e antigas que moram na Tururu, cujo grupo é batizado de “Agenda positiva”. -        Foi apresentada uma pauta no Conselho de Saúde que infelizmente ficou impossibilitado de ser debatido, sobre a UBS, devido ao grande número de pontos que estavam postos naquele dia. -  ...

Seu Zeca do Rolete, patrimônio de Pernambuco

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Sentar para conversar com Seu Zeca do Rolete em sua casa rende muita conversa boa, muita aprendizagem e história de vida. Seu Zeca super descontraído, conta suas aventuras, suas honrarias e reconhecimento das pessoas, de seus fãs e de outros artistas na cultura popular. Poderíamos dizer que Seu Zeca do Rolete é patrimônio da Cidade do Paulista, mas isso seria pouco, Seu Zeca é patrimônio do Estado de Pernambuco, seu jeito de dançar, de cantar coco, fascina e mexe os corações daqueles e daquelas que são apaixonados pela cultura pernambucana… -        Quero saber o que é…. Eu quero saber o que é… É a tampa do quimboque, é um chifre de bode com um bocado de rapé!!! -        Oi tá, tá, tá, tá… Esse coco é de iaiá…       - Marmininooooo… Quem já ouviu esse cantador cantar, um desses trechos, com certeza se apaixonou de imediato.  Seu Zeca do Rolete precisa ser mais valorizado, a ges...