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Imunizado desde sempre?

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  Por Cidiclieton Luiz (Integrante do Coletivo Força Tururu)   Já parou para pensar em quantos processos precisamos passar para estarmos imunes a algum vírus? Pois é! Eu quando criança comia frutas caídas das árvores a caminho da creche e fiquei imune a vermes (segundo sempre me disseram, preciso pesquisar se é verdade isso), tomei por várias vezes banho de chuva na adolescência e mesmo assim até hoje a gripe me pega com facilidade (essa imunização não rolou).   Na infância tive pneumonia e mesmo nos dias de hoje, já bem mais velho, fico receoso com questões que afetem minhas vias respiratórias. Acho que todo mundo deveria ficar (SIC). Depois que “me entendi por gente” sempre optei por tomar chás e lambedores ao invés de remédios farmacêuticos/industrializados. Sempre pensei na composição de cada comprimido ou xarope, não que seja contra, nada disso, é que essa relação com as plantas passou a fazer parte de mim. Fico sempre pensando nos males que esses remédios ta...

EDITAL CANTA PRA VIDA- 2021

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  Quem pode se inscrever? Mulheres, cis e trans, moradoras de periferias da Região Metropolitana do Recife, que tenham acima dos 18 anos.   Que tipo de música pode ser enviada?   Músicas de qualquer gênero musical, desde que aborde a temática dos direitos humanos, focada nas questões sociais e que você tenha autorização para gravá-la. Como faço para enviar minha música? Grave a música à capela, sem ruídos que atrapalhem o entendimento da letra e envie para o nosso whatsApp (junto com a letra escrita): 81 8409-9587 .   Cronograma Serão aceitas as canções enviadas para o nosso WhatsApp (81) 98409-9587 a partir do dia 19/07/2021 até às 22h do dia 13/08/2021. Divulgaremos o resultado final no dia 23/08. Comissão julgadora As músicas serão ouvidas e julgadas pelos integrantes do Coletivo Força Tururu e será levado em consideração: letra, voz, ritmo, melodia e engajamento social. Estes pontos receberão notas de 0 a 5 (zero a cinco). A música com...

ECOAR VOZES: FORMAÇÃO DE COMUNICADORES 2021

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  O que te faz acreditar que um mundo melhor é possível? Para nós é persistir na caminhada da luta social, dialogando com muitas pessoas, contribuindo na formação e trocando experiências. Em 2020 iniciamos uma ação piloto: a formação de comunicadoras e comunicadores populares, em duas comunidades, uma em Olinda e outra em Recife. Em 2021 queremos ousar mais, ampliando esta formação para que possa chegar a mais gente, articulando parcerias com outros coletivos. Uma troca de energia, experiência e força. A formação de comunicadores se dá seguindo o seguinte roteiro: 1 - Análise de uma possível comunidade para implementar o curso. 2 - Diálogo com algum coletivo existente naquela comunidade. 3 - Estabelecimento da proposta e troca de experiência. Após isso são marcadas as atividades, subdivididas em 4 ou 5 encontros, dentre elas um prático, onde serão produzidas as peças comunicativas que foram organizadas em grupo. Todos os encontros além do uso da ludicidade, da oportunidad...

O VÍRUS QUE MATA DE FOME

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  Estamos na cidade de Paulista, Pernambuco, um bairro qualquer do município onde o sol do meio dia racha a cabeça de calor de quem está na rua e esquenta o corpo de forma absurda para quem está dentro de casa. A laje tenta em vão reter a “quentura” que o sol imprime no teto do lar, o que passa é um tal de mormaço. Dentro, Dona Luiza, dois filhos e o marido, num dia de domingo, organizam seu almoço em família. Alguém bate no portão da casa, do lado de fora, com um grito sonoro e contínuo: ôh de casa!!!! Ôh de caaasaaaaa!!! Dona Luiza pede para que um dos filhos, o mais velho, saia do sofá, estava ele assistindo um programa de televisão esportivo, e que vá atender a porta e saber quem de forma agoniada não para de gritar lá do lado de fora. O rapaz, que tem por nome Thiago, abre a porta e vê uma pessoa, que sem esperar que o menino debruce algum tipo de palavra já se adianta e diz logo: menino uma esmolinha por favor! Thiago permanece atento olhando as mãos estendida do rapaz franzi...

ENTREVISTA COM FERNANDO, ATIVISTA DO MOVIMENTO SALVE MARIA FARINHA

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  Os problemas com o meio ambiente é mundial, com a destruição de florestas, o derretimento das calotas polares, consequentemente o aumento do efeito estufa e tudo isso gera o aquecimento global que têm causado muitos danos à natureza. Em Paulista, cidade da região metropolitana do Recife, o grande número de matas derrubadas para a construção de condomínios, indústrias e até igrejas tem acendido o sinal vermelho na população, que tem se preocupado com a situação no município. Para ir de encontro a esses problemas, em 2020 surge o Movimento Salve Maria Farinha. Um grupo de amigos ativistas se reuniu para denunciar os problemas ambientais costeiros que ocorre no município. O movimento vem ampliando e tomando proporções enormes. Eles lutam por políticas públicas, contra o avanço da especulação imobiliária e por uma cidade que não agrida a natureza. A entrevista desta vez é com Fernando Enrique, que tem 30 anos, graduado em Administração, membro do movimento, um admirador e ativist...
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Sempre que podemos tocamos na pauta do meio ambiente na cidade de Paulista. Ainda mais nesses tempos em que a especulação imobiliária está tomando conta de tudo, não podendo ver umas dezenas de árvores em pé que já querem derrubar para construir condomínios. Em 2016 em uma ação articulada sobre dois temas importantes: meio ambiente e segurança pública, o Coletivo Força Tururu plantou 150 mudas de árvores nativas de mata atlântica na comunidade.  Nesta atividade o plantio foi feito para cada jovem que foi assassinado no Tururu, um debate importante não para simbolizar a morte, mas para promover a vida. Pode-se ver os vídeos nesses links: https://www.youtube.com/watch?v=Qelk5uMr8_c (dia do plantio) e https://www.youtube.com/watch?v=KsbzZIQAVbE&t=8s (documentário que foi feito desses jovens). Em 2021 retornamos com a ação do plantio de mudas de árvores nativas da mata atlântica no nosso Tururru, porém o mote da ideia é outro: iremos plantar uma por mês, nas ruas da comunidad...

ENTREVISTA COM A ATIVISTA MÔNICA OLIVEIRA, DA REDE DE MULHERES NEGRAS DE PERNAMBUCO

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  Mônica Oliveira, Ativista da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, do Fórum de Mulheres de Pernambuco, da Articulação Negra de Pernambuco e Assessora Parlamentar da Juntas Co- Deputadas, é a nossa entrevistada desse mês para debatermos sobre vários assuntos, entre eles: feminismo, pandemia e racismo.   Coletivo Tururu: De quais maneiras os coletivos feministas têm contribuindo no enfrentamento das desigualdades raciais e de gênero em Pernambuco?   Mônica Oliveira: Os diversos coletivos e organizações do Movimento Feminista, historicamente, são o setor dos movimentos sociais que mais têm avançado na luta antirracista. Foram as mulheres, as feministas, que primeiro assumiram em seus discursos e têm feito um esforço em suas práticas de que não é possível superar as diversas desigualdades senão se superar o racismo. Nesse sentido, existe uma aliança política, que é histórica, contemporânea, que tem se expressado nas ações conjuntas entre diversas organizações de mulhe...